terça-feira, 22 de maio de 2012

Restaurante Russo

Geralmente eu costumo comer a minha “feijoada” de sempre no almoço (sou viciada em feijoada, não consigo me conter). Adoro comida Brasileira, é uma das partes que mais me gabo em ser Brasileira. A riqueza cultural deste lindo país em que vivo me proporciona êxtase no paladar, simplesmente me entrego ao pecado da gula sem perceber às vezes.

E como sou curiosa, muito curiosa e adoro futricar a cultura dos outros, uma vez ou outra costumo comer algo diferente, exótico e inspirador. Na vez passada escolhi um restaurante Russo. Escolhi esse tema porque eu sou apaixonada pela Rússia e sua cultura exótica.

Adoro as músicas Russas (as de boa qualidade, lógico!), sempre tive curiosidade de conhecer cada vez mais sobre esse povo. Minha decisão foi tomada a princípio, porque um conhecido meu que viajou para a gélida Rússia me disse que o strogonoff que eles fazem lá (ou seja, o original), é horrível para no nosso paladar Brasileiro. Ele disse que eles deixam a carne ficar crua e o creme de leite é picante... Aí fiquei curiosa mesmo! Fiz uma pesquisa breve e constatei que os europeus daquela parte de lá são mesmo amantes de uns temperos picantes e ardidos.

O próximo passo foi procurar o restaurante. Quando eu era criança/pré adolescente eu cheguei a ver uma propaganda na televisão de um restaurante Russo magnífico! Era tudo o que eu precisava, pois era do tipo folclórico, do jeito que eu amo!!! Mas... isso faz tanto tempo que depois de tantos anos, esse restaurante folclórico fofo fechou infelizmente. Ele ficava em Petrópolis e tinha danças! Aqueles homens russos enormes pulando e fazendo aquelas acrobacias com aquelas pernonas (nossa, eles tem um pernão...) e lindamente vestidos com as típicas roupas folclóricas... Hummm. Infelizmente este lugar não existe mais.

Bem, encontrei finalmente o único restaurante Russo existente no Rio. O restaurante Dona Irene! Ufa! Pelo site deu para perceber que era uma coisa bem requintada, diferente do restaurante folclórico que fechou. O Restaurante Dona Irene era mais a moda do Czar, ou melhor, dos Czares menos antigos... para mim, foi válido, achei bacana a idéia. Liguei para lá e fiz a minha reserva.

No dia seguinte lá estava eu em Teresópolis, um calor do cão! Nossa, estava muito abafado, o sol muito forte... mas consegui chegar viva e inteira. Bem, aqui na postagem estão algumas das fotos que tirei lá. A primeira é uma das salas (lá é cheio de salas, para reuniões, aniversários, festas, shows, etc.), a segunda é um “bule” de chá Russo (tem um nome específico para esse tipo de “bule”, mas eu não me lembro), a terceira foto são as matrioshkas (eu comprei uma! Amo matrioshkas!!! Tenho duas no momento.) e na última sou eu sentada já com o bucho cheio!!!

A verdade é que eles comem MUITO! Gente, é muita comida naquele banquete, achei que era pouquinha coisa e tudo, mas não! São muitas entradas, quando chegou o prato principal eu já estava cheia. Eles chamam as entradas de Zakuskis, e tem um outro tipo que se chama Assorti, esses são os peixinhos defumados, o caviar e carninhas frias (delícia!), eu notei diferença nos temperos, os tempero era meio adocicado em algumas porções e picante em outras, foi uma experiência diferente. Depois das entradinhas veio o que eu mais temia! A Borscht e os Pirozhkis, fiquei com medo dessa comida porque eu detesto beterraba e a Borscht é uma sopa de beterraba! Já os Pirozhkis são pequenos pastéis de carne, a massa é super fininha e bem leve, maravilhoso. A Borscht é para ser degustada com os Pirozhkis. Morri de medo, mas quando provei a Borscht não acreditei! Gente! Era salgada! Não era doce com aquele gosto de terra típico da beterrada! Não sei o que eles fazem para ficar tão gostoso e tão salgadinho, mas eu adorei, essa sopa eu ainda vou aprender a fazer. Depois destes, veio mais e mais outras comidinhas... ai, já estava quase estourando!!!

O dono do restaurante me incentivando e me dando força para eu continuar comendo mais e mais. Daí decidi pedir a vodka, então veio a vodka artesanal, segundo eles, maravilhosa... Bem, eu só bebo uma vez por ano e olhe lá, não tenho costume, então não posso avaliar muito bem a bebida mas eu acredito que era de ótima qualidade sim. Os russos tomam uma super dose de uma só vez, eu tomei em pequenas bicadas (risos).

E para fechar, chegou então o prato principal, o strogonoff. Muito bom, muito bem feito, mas estava bastante “abrasileirado”, não parecia com nada que meu conhecido havia falado. Acredito que eles adaptaram o strogonoff para ficar mais ao nosso gosto. Tudo bem, mas valeu a pena, ele estava do jeitinho que eu gosto, cheio de cogumelos e a carne super macia... amei.
Depois do strogonoff eu já estava quase arrebentando a calça e fiquei em dúvida sobre o que eu ia pedir, então pedi uma sugestão para o dono, eu queria comer algo bem leve... ele me sugeriu um mousse de amoras e limão. Aceitei a sugestão, gostei. Já ia chegando o chá, mas tive que rejeitar, não dava mais nada aqui dentro.

O restaurante é lindinho, todo decorado com matrioshkas por todos os lados, quadros com motivos russos, etc. O dono é muito gente fina, é um pernambucano amante da cultura russa e me contou toda a história do restaurante que foi fundado por um casal de siberianos que chegaram aqui fugidos da guerra. Amei, voltarei lá novamente, pena que é tão longe. Só não é muito barato, quem quiser ir lá, esteja preparado ($$$!) pois os preços são bem salgadinhos heim... mas falando a verdade, vale a pena, vale mesmo pois é uma coisa bem feita, é cultura, é conhecimento... tanta gente gasta um dinheirão em coisas tão mais efêmeras... bem, essa é a minha visão. Sou pão dura para umas coisas e mão aberta para outras, eu por exemplo não dou um único centavo para jogador de futebol (indo aos estádios), mas com eventos culturais eu gasto seguindo o meu coração que sempre pede MAIS (pena que nem sempre o bolso acompanha o coração de imediato, risos). Pois é gente, por falar nisso, tem museus e restaurante lindos falindo por falta de apoio, por falta de grana mesmo, coisas boas de qualidade que ninguém valoriza, foi o caso daquele restaurante Russo que eu vi na televisão quando eu era criança, pouca gente ia lá, acabou falindo.

E antes que eu me esqueça, semana que vem vou escrever outra postagem com um assunto ligado a Rússia e o gato do mês. Por isso vou deixar mais uma semana essa música russa tocando aqui no blog.

Bem pessoal, estou atualizando o blog hoje mas durante a semana prometo visitar todos que me visitaram nesse meio tempo. E tenho que passar lá no Palácio Real para brincar um pouco, andei meio distante, mas eu sempre volto. Beijos.

Ingrid Naftalina

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